Wasil Sacharuk (1967-2026) recusou o refúgio da lírica ornamental, construiu uma linguagem brutal: sangue, gesso, mármore, ferro, sal, vísceras. Na sua obra, a morte não é abstração, mas de lucidez cruel e aceitação estoica. Um confronto honesto com a finitude. O amor foi descrito com intervenções profundas e por vezes violentas. Tensão entre posse e liberdade. Sacharuk recusou a fé institucionalizada para situar o divino numa espiritualidade telúrica.
deixei de poupar energia
deixei de poupar energia
sabes da luz que apagaste em mim? pois acendi novamente
dispenso as penumbras as maquinações imundas sou por fim um poeta diferente
sabes da luz?
acendi!
deixei de poupar energia pago a conta com a poesia que ainda eu não escrevi