sangue e sal - tributo a WASIL SACHARUK

Wasil Sacharuk (1967-2026) recusou o refúgio da lírica ornamental, construiu uma linguagem brutal: sangue, gesso, mármore, ferro, sal, vísceras. Na sua obra, a morte não é abstração, mas de lucidez cruel e aceitação estoica. Um confronto honesto com a finitude. O amor foi descrito com intervenções profundas e por vezes violentas. Tensão entre posse e liberdade. Sacharuk recusou a fé institucionalizada para situar o divino numa espiritualidade telúrica.

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sopro

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  Sopro O convite feito era para dançar mas chegou aos poros da poesia um convite para amar Embebidos na magia os versos verteram suor falar...

desejo confesso

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tão somente

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o cheiro do cio

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  O cheiro do cio Peço-lhe um beijo e distraio a espera brincando com cachos e laços com fendas e fitas com a renda bendita que vela os lábi...

metade

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  Metade Tenho pra ti meio poema escrito meio sem jeito sobre as pernas meio abertas meio suando entre as letras de uma escrita meio atrevid...

A PARCERIA POÉTICA DE ANGELA MATTOS E WASIL SACHARUK

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 A PARCERIA POÉTICA DE ANGELA MATTOS E WASIL SACHARUK  Uma escrita de interpenetração O traço mais forte dessa parceria não está nos temas —...
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