sangue e sal - tributo a WASIL SACHARUK

Wasil Sacharuk (1967-2026) recusou o refúgio da lírica ornamental, construiu uma linguagem brutal: sangue, gesso, mármore, ferro, sal, vísceras. Na sua obra, a morte não é abstração, mas de lucidez cruel e aceitação estoica. Um confronto honesto com a finitude. O amor foi descrito com intervenções profundas e por vezes violentas. Tensão entre posse e liberdade. Sacharuk recusou a fé institucionalizada para situar o divino numa espiritualidade telúrica.

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sentinela

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 sentinela das tuas injúrias malditas arquitetei teu calabouço ofusquei a chama das velas nas oportunidades distintas que espreitei-te da ja...

docemente

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  docemente a morte beijou-lhe os lábios tão docemente o sangue verteu-se em regato tão docemente um demônio tomou-lhe o corpo docemente ao ...

anjos tocam falácias

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  anjos tocam falácias jaz o silêncio instintivo detrás da porta do quarto jamais pergunte os motivos jamais sentencie meus atos arquiteto d...

arcano zero

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  arcano zero andarilho bobo da corte verso fútil no caminho pedinte da própria sorte de um parco naco de pão e um cálice de vinho arcano da...

o leão

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  o leão o leão corre insano pela noite o leão corre insano pela noite quando passa lento o tempo troca minutos por sonhos nas pegadas da in...

tualma

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 tualma textura de pedra enfeita a ruína amargura da sina gosto de fogo que a serpente desperta abocanha rumina desruga desalma entrega tual...
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