O mago
Tatear silêncios requer talento de mago
baú de palavras seduzidas num eclipse de almas
ser ave destemida perante a tempestade das horas tristes
carece ter floridas lavas nos dedos
vastos enigmas nas trilhas da pele povoada por versos
confluente rio em busca de respostas para os calafrios
que brotam constantes no peito
misturar provérbios
unguentos
orações celtas nos olhos descampados
beber da água cristalina que o coração produz e estende
ao primeiro nômade que guarda sua voz de cânfora
sentir-se luz
mãe e filho do tempo
Dédalo peregrino acendendo tochas no vagar das horas.
Rogério Germani