SACHARUK - DESADORNOS
A Anatomia do Sentimento em Wasil Sacharuk
Mergulhei hoje na performance visceral de Wasil Sacharuk. É poesia que não pede licença; ela invade, "corrompe os fluidos e escolhamba os sentidos".
Neste vídeo, o poeta nos conduz por um céu de incertezas e um mar de respostas irrelevantes, buscando o que há de mais humano sob as "memórias vivas e sentimentos brutos". Se você busca uma arte que seja, ao mesmo tempo, faca e bálsamo, este vídeo é para você.
DESADORNOS é uma jornada sensorial que explora a dualidade do amor e da dor. Sacharuk utiliza elementos da natureza — o orvalho, o mar, o jardim de espinhos — para ilustrar a complexidade das relações humanas e da própria existência. O tema central gira em torno da vulnerabilidade ("palavras desnudas") e da busca por conexão em meio a uma "tristeza arraigada". Há uma tensão constante entre o desejo de voar ("fazer da lua abrigo") e a realidade das "reminiscências híbridas".
Com uma lírica que ele mesmo define como uma "faca afiada", Sacharuk transita entre a delicadeza do orvalho e a crueza das vísceras. Um dos momentos mais marcantes é o questionamento sobre o que resta de nós em meio aos nossos próprios "escombros":
"Quanto de amor ainda tens debaixo de memórias vivas e sentimentos brutos?"
"Quanto de amor ainda tens ocupando poros e alamedas do teu lindo jardim de espinhos?"
"Quero ter pés descalços e palavras desnudas."
"A lírica, faca afiada, sem piedade. Sem dó. Corta, lanha, entorta. Reviro o avesso."
"Misturada com a poesia que corrompe os fluidos, escolhamba os sentidos."
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