interprete a verve

Interprete a verve


O massacre dos desejos

É coito interrompido

Uma broxa se repetindo

Ato falho na caminhada


vai e vem

e nada

esfrega e roça

espicha e coça

o malogro do tesão


O gozo em plena excitação 

Constrói a rua de delícias

Abafar suas malícias

É ser frouxo e moleirão


sai e entra

na alucinação

vira e troca

emboca e toca

a lira fodedeira


Veja isso como queira

Sou lasciva e sem vergonha

Vou safada, de esgueira

Bater para seu ego, uma bronha


bota e tira

bate e apanha

morde a fronha

só a cabecinha

perfura poema fogoso


Tente se encaixar nessas linhas

Tão nossas, tuas e minhas

Excitando o leitor curioso

Fazendo do trouxa, corajoso.


Dani Maiolo & Wasil Sacharuk



 

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