SACHARUK - SUFOCO DO TEMPO
O Outono da Alma e as Águas do Sentimento: Uma Jornada por Wasil Sacharuk
Em uma performance que transborda sensibilidade, o poeta Wasil Sacharuk utiliza a metalinguagem da natureza e do tempo para explorar as profundezas da condição humana, entregando uma experiência de spoken word que é, ao mesmo tempo, um desabafo e uma cura.
SUFOCO DO TEMPO é uma colagem de poemas que orbitam temas como a passagem do tempo, a dor, a natureza (especialmente a chuva e o outono) e a busca por sentido em um mundo que parece ter perdido a "clareza da visão". Sacharuk inicia com uma ode ao outono, criticando a pressa de quem não vê a beleza na folha que cai, e transita para reflexões mais densas sobre a moralidade, o choro ("quero chorar oceano") e a solidão urbana. Há um contraste interessante entre a suavidade da "folha seca flutuando" e a força da "máquina de fazer chuva" que encerra a sequência.
"Não veem que o outono é feito com nuanças de poesia e tons sépia de cura."
"Aprendi que chorar é bom, então quero chorar oceano."
"O tempo anda perdido do tempo, sufoca nas ruas silentes."
"A máquina de fazer chuva pode acionar as torrentes... encher a concha das mãos."
SACHARUK transforma sentimentos abstratos em imagens concretas e táteis. É um convite para parar, respirar e permitir que a melancolia, em vez de nos paralisar, nos convide a "dançar na rua".
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