outros ventos

 Outros Ventos


Há pouca escolha a quem teme

pois sempre haverá um destino

as velas ao vento do norte

as vidas na alçada da morte


E quem faz o escrutínio

quando a sorte vira o leme?

acaso não haja quem reme

cumprirá o destino o desígnio


Com naufrágios e ventos fortes

a existência é só um pacote

a obra da vida em desatino

sobre o alicerce que treme


Talvez a maldade nos queime

quiçá os ventos mudem o sentido

ou uma nova leitura da sorte

esconda o arcano do corte


E de todo o tempo investido

enquanto esse medo ainda reine

e não mude, não faça e não teime

a vida atracada num porto perdido.


Wasil Sacharuk


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