Tateando no escuro
Busco no poema a essência
Para iluminar meu rumo obscuro
Busco efeito mágico da cadência
É só o verso simples que procuro
Sigo tateando no escuro
Sem guia, sem clarividência
Sigo procurando verso puro
Sem mapa, sem muita paciência
Eu queria uma verve magnética
Desfile de rimas da minha verdade
Mesmo que se insinue cáustica
Preenchendo minha necessidade
Mas nunca o vazio da alma poética
Reescrevendo linhas em ansiedade.
Wasil Sacharuk & Decimar Biagini