dos dias imprecisos

 


dos dias imprecisos

Dei as costas para o dia para que a luz ainda não tocasse meus olhos cansados. Então, me abraçaste e sentiste nas mãos o calor do sol tatuado nas minhas costelas.

Apenas dançaste, sutilmente embalada pelo vento que batia.


Nadaste nos próprios sonhos quando me ouviste falar baixinho. E meu brinco tilintou nos teus dentes que sorriam divertidos, perfazendo longínquos sinos metálicos.

Apenas bailarinaste, tão célebre quanto louca, sobre o meu umbigo.

Meus dedos frios curaram tuas dores. Beijaste-os com carinho e leste na minha testa as tantas histórias dos dias imprecisos.

Assim aprendi a chover no tempo dos amores líquidos.

wasil sacharuk


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